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CONTOS-FÁBULAS-ESTÓRIAS...


FADINHAS DA PRIMAVERA
(Anne Lieri)





Na primavera as fadinhas
São o brilho do luar!
Voam leves, pequeninas...
Para tudo renovar!



Trazem um feliz destino,
Para quem tem esperança.
Protegem nossos caminhos,
E o mal não nos alcança!



Cuidam de lagos e rios,
Bosques, árvores amigas,
Aquecem filhotes do frio,
Nas noites fazem cantigas!



Nada ao redor envelhece,
Só pensam em renascer!
A fada nunca se esquece
Cuida da planta a crescer!



As fadas da primavera
Tornam o fruto maduro,
Refrescam a atmosfera
Tornam melhor o futuro!



Com suas mãos de fadinha
Espalham perfumes no ar.
São elas as pastorinhas
Da magia do lugar!



Com varinhas de condão
Acordam as meigas flores.
Fadinhas são coração
Da primavera e das cores!

http://menina-voadora.blogspot.com.br/2012/09/fadinhas-da-primavera.html



UM JEITO DE OLHAR
( Anne Lieri)


Criança tem sempre um jeito
Diferente de olhar!
Não tem medo, abre o peito
Enfrenta a água do mar!


É trilha de estrelinhas,
Ou de migalhas de pão,
Um reino só de fadinhas,
Mundo de imaginação!


Um olhar doce, inocente...
Sempre com asas nos pés!
A alegria presente
Mesmo no maior revés!


Olhos que enxergam os sonhos,
Sempre bem ensolarados!
Pode ter olhar tristonho,
Mas espera, iluminado!


Um jeito de olhar a vida
Vendo em tudo só o bem!
Enxergar uma saída
No futuro que já vem!





APÊLO DE UMA CRIANÇA
( Anne Lieri)


Por favor, não me abandone!
Não me deixe á própria sorte!
Sou criança pequenina
Nem sempre posso ser forte!


Não me deixe ao relento,
Na solidão dessas ruas!
Vou passar por sofrimentos,
Minha mãe será a lua...


Por favor, não me abandone,
Em casa com meus irmãos!
Te peço, não  aprisione
Um pequeno coração!


Não sou a tua boneca,
Nem mesmo um brinquedinho!
Sou gente, não sou peteca!
Cuide bem do teu filhinho!


Não me jogue lá no lixo,
Não me esqueça na escola,
Nem me use por capricho,
Para te pedir esmola!


Saiba que você tem tudo,
Mas eu só tenho você!
Por teu amor, eu me iludo...
Serei sempre o teu bebê!


DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu. 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

ESSA É DO RODRIGO 
Menino Maluquinho
Rodrigo Araújo da Silva

Ele é arteiro...
Ele vai á escola...
Ele conversa com todo mundo!
Ele anda na rua com seus amigos
Ele vai para casa brincar no quarto com seus amigos...
Eles brincam de soltar "PUM" (Rs...Rs...)
Ele Adora ir ao teatro...
Ele assiste com seus amigos!!!
O vovô do menino maluquinho veio de longe para ver o seu teatro!
Ele até grita de tanta felicidade quando vê o Vovô...
VoVooooooô!!!
Ele gosta de viajar de avião. 
O vovô aparece num balão junto com o vovô. 
Ele corre várias vezes... porque o menino queria bater nele...
A vovó falou que eles eram primos...
O homem saiu correndo atrás deles porque queriam roubar goiabas , subiram na árvore e depois o homem soltou o cachorro!
Sai pega eles... o menino maluquinho pulou da arvore e subiu o morro.
O vovô estava no balão e salvou o menino maluquinho...
O vovõ os levou para sua casa ...
Todos ficaram tristes!!
Até o menino maluquinho chorou...
Ele voltou para casa do papai e da mamãe...


O vampirinho adotado




imagem de Alfredo Vampiro
Era uma vez um vampirinho muito bravo que não tinha família, e apesar de ter vontade morder os amiguinhos se segurava. Mesmo assim não conseguia fazer amigos. Um dia ele foi atrás de Tuca, um amiguinho da escola e assim que Tuca percebeu que estava sendo seguido começou a gritar desesperado. Mas o vampirinho gritou:
—Espere não vou te morder, só quero que me ensine se comportar como um garoto normal.
Os dois conversaram muito tempo e Tuca levou o vampirinho para casa e brincaram o dia todo. A mãe quando viu ficou desesperada, mas quando soube que o pequeno vampiro não tinha família e não queria ser um vampiro mau resolveu adotá-lo.
Apesar de diferentes, eles agora são uma família muito feliz!

Estou no Recanto dos Autores! Leiam a entrevista conheçam me melhor!

JOÃO FELIPE



          CONTAR ESTÓRIAS É UMA ARTE

Realmente essa maneira é bem diferente, contar estórias no tapete. Já vi várias maneiras, avental, fantoches, mas essa me surpreendeu. E você, já conhecia? 



 Maria Linda



MARIA LINDA


Me fizeram tão bonita
Que até me apelidaram
A Maria muito Linda
E assim,sempre chamaram


Eu me olho no espelho
Só me acho "bonitinha"
Minha imagem refletida
Diz que eu sou,muito lindinha.


Não importa se sou linda
Ou apenas "bonitinha"
Minha vida é muito boa
Junto da minha mãezinha


Se sou feia ela me ama
Se sou linda ou um "horror"
O que importa é o carinho
E o que nos une é o amor.


Sou Maria, a muito Linda
Ou apenas bonitinha...
Estou aqui lhe convidando
Para ser minha amiguinha.


Deixo aqui meu telefone
zero,zero,meia,zero,zero,zero,zero,meia
Liguem as belas, e as lindas
E também as que são feias.

A Fadinha e a Ostra


No Reino Encantado das Fadinhas havia uma que imaginava-se a mais linda entre todas e dizia que lhe faltava apenas uma linda pérola para enfeitar o seu cabelo para que ela se tornasse igualzinha a uma princesa:
era a Fadinha Sonhadora.

No meio da noite ela colocava a Estrelinha Pipinha na palma da sua mãe e lhe perguntava:

_ Querida estrelinha, quando será que realizarei  meu sonho?!

- Qual deles Fadinha? Qual deles?! você tem tantos sonhos...dizia a estrelinha,sorrindo.

_ O sonho de ter uma linda pérola para enfeitar meu cabelo, com aquele fio de ouro que você me deu.

A estrelinha pensava, pensava e respondia: 

- Vamos ver! Vamos ver! 

Mas o que a estrelinha e a fadinha não sabiam é que a pérola tão desejada estava dentro da Ostrinha Valente, no fundo do mar, bem guardada por um verdadeiro exército de peixes corajosos que a defendiam com barbatanas e dentes bem afiados.


Sem saber o perigo que corria, a Estrelinha Pipinhaconvidou as outras estrelinhas para mergulharem a fim de pegar a pérola para a Fadinha Sonhadora.

_ Como vamos mergulhar se não sabemos nadar? 
perguntou a Estrelinha Safira.

- É mesmo! resmungou Pipinha; como não pensei nisto?!

Tive uma ideia: vou fazer um bilhetinho para as nossas irmãzinhas amigas,as estrelas do mar e elas pegarão a pérola e colocarão na praia para nós.

Assim ela fez! 

Escreveu um bilhetinho para as estrelinhas do mar, entregou a uma tartaruguinha na beira da praia e esta levou para as estrelinhas do mar.

Quando estas receberam o bilhete, ficaram alvoraçadas para realizarem o pedido da estrelinha do céu , formaram um batalhão bem grande e lá se foram para roubar a perolazinha que estava dentro da ostra.

Não conseguindo se aproximar por causa dos peixes, elas o distraíram com mil e uma peripécias enquanto uma estrelinha, driblou a todos e chegou perto da ostrinha, enfiou devagarinho uma pontinha dentro dela e esta, assustada, PLAFT!! fechou-se, deixando a estrelinha esperneando e gritando:

_ Socorro! socorro!! estou presa, me acudam...

As outras estrelinhas escutando a voz da amiguinha, foram até a ostra a tempo de salvá-la ainda viva.

Vendo que não conseguiriam roubar a tão sonhada pérola para a fadinha, as estrelinhas do mar cataram algumas lindas conchinhas e deixaram na praia com um recadinho para aFadinha Sonhadora:

_ Fadinha querida, não conseguimos pegar a pérola e por isto pedimos que se contente com estas lindas conchinhas que , também, são lindas e preciosas.Por favor,nos desculpe!*Estrelinhas do mar*!

Quando as estrelinhas do céu receberam as conchas com o recadinho, foram levá-las à Fadinha Sonhadora,assustadas, com receio dela se aborrecer. Mas que nada! a Fadinha adorou as conchinhas , agradeceu e disse:

- Que lindas! São bem mais bonitas do que a pérola. 
Vou fazer um lindo colar com elas.


As estrelinhas do céu ficaram contentes por tudo ter terminado bem e prometeram à Fadinha Sonhadora que ainda realizariam o seu sonho de ter uma linda pérola...

Será que as estrelinhas conseguirão realizar o sonho da Fadinha?!
Mais uma linda da Soninha
http://soninha-reinodafantasia.blogspot.com/




METAMORFOSE DO AMOR


AS ESTRELINHAS DO MAR

Contam as fadinhas que, numa noite de muito calor, as estrelinhas piscavam no céu, tornando-o mais bonito como se fosse um manto bordado com brilhantes.

O calor estava tão intenso que elas começaram a imaginar uma maneira de se refrescarem.

A estrelinha "luzir" sugeriu que fossem até a praia e mergulhassem um pouquinho no mar, pois naquele horário a água deveria estar bem friinha e gostosa.

Animaram-se todas e já iam sair correndo do céu em direção ao mar, quando escutaram a voz de Papai do Céu que lhes disse:


_ Tenham cuidado estrelinhas, lembrem-se que vocês não sabem nadar. Portanto, tomem banho no rasinho.

- Está certo Papai do Céu, nós teremos cuidado! gritaram todas de uma só vez.

Já passava da meia noite quando elas correram apressadinhas em direção à praia. 

Por um momento as pessoas que ainda estavam passeando pela orla, se assustaram e pensaram estar sonhando quando viram a praia se encher de milhares e milhares de pontinhos que piscavam. 


Eram as estrelinhas que vieram do céu!

Cuidadosas, obedeceram ao conselho de Papai do Céu, pois não sabiam nadar. Mas a estrelinha "faisquinha", a mais peralta e afoita de todas, desobedeceu e mergulhou nas águas mais profundas .

Não sabendo nadar ela se debateu muito tentando subir, gritou por socorro mas as outras estrelinhas não a escutaram.

Os peixinhos, polvos, e todos os habitantes do fundo mar olhavam para ela muito assustados e se perguntavam:


** Quem é esta criaturinha que brilha tanto?!

Ninguém sabia responder!

De repente, "faisquinha" e os habitantes do fundo do mar escutaram a voz de Papai do Céu que falou:

_ "Faisquinha", eu lhe disse para ter cuidado e você me desobedeceu! 

De agora em diante você irá morar, para sempre, no fundo mar e passará a ser uma 
"estrela do mar" e nunca mais retornará ao céu.


_ Quanto a vocês habitantes do fundo do mar, falou Papai do Céu, ensinem para ela tudo que já sabem sobre a sua nova morada e hábitos de vida.

Tempos depois, outras estrelinhas com saudade da "faisquinha", mergulharam no mar
e tiveram a mesma sorte: foram transformadas em "estrelinhas do mar".


Foi assim que surgiram as estrelinhas do mar!
da amiga Soninha





Conto: A princesa e o Sapo


Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos e 
louros que vivia num reino muito distante.

Um dia, sem querer, a 
princesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bola
 estivesse perdida, começou a chorar.

 Princesa, não chore. Vou 
devolver a bola para você. — disse um sapo:

      — Pode fazer isso? –
perguntou a princesa.

 Claro, mas, só farei em troca de um beijo. A
princesa concordou.

Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés da 
princesa e ficou esperando o beijo. 

Mas, a princesa pegou a bola e 
correu para o castelo. O sapo gritou:

 Princesa, deve cumprir a sua 
palavra!

O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando ia
comer, lá estava o sapo pedindo a sua comida. O rei, vendo sua filha 
emagrecer, ordenou que pegassem o sapo e o levassem de volta ao lago
 antes que o pegassem, o sapo disse ao rei:

 Ó, Rei, só estou cobrando 
uma promessa.

 Do que está falando, sapo? Disse o rei, bravo.

— A
princesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bola 
perdida no lago. O rei, então, mandou chamar a filha. O rei falou à 
filha que uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, a 
princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo. 
A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou ao 
chão. Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapaz 
com roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado em 
sapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, ele 
se apaixonou pela princesa e a pediu em casamento. A princesa aceitou. 
Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. A 
princesa e o príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre.




                                               A MENINA DE AZUL





A MENINA DE AZUL
( Anne Lieri)

Lá vai na beira da praia
A menina de azul!
Roda o vento, roda a saia
É samba, é rock, é blues!

Ali, na ponta do mar,
Brinca a bela princesinha!
De chapéu a enfeitar,
Vestido azul de rendinha!

Corre pequena sereia,
Da onda que vai e vem...
Não teme a maré cheia,
O mar quer brincar também!

Cata algumas conchinhas,
Com elas faz um colar!
Vem ondão e vem ondinha,
A menina a gargalhar!

Roda o dia, roda a saia,
Roda a menina também!
Roda o vento lá na praia,
Menina que vai e vem!








PEGUEI COM MEU QUERIDO JOÃO FELIPE

O baiacu é um peixe de cor viva, 
que infla como balão,
  para se defender sua vida,
dificulta a degustação,
dos seus inimigos do mar.
Ele faz isso enchendo o estômago de água e ar, 
 e só no momento em que está em perigo.
como nada devagar,
impressiona o inimigo,
se enchendo de ar.




 Alguns baiacus também tem espinhos
e sua carne pode ser venenosa. 
Soube um pouquinho sobre eles, 
no meu livro de animais.

Haicai do amigo 
Toninho

Vida segura.
Belo balão marinho
Peixe baiacu





JOÃO FELIPE


Era uma vez uma onça
Que vivia no pantanal.
Ela era arrepiante!
Todo mundo tinha medo dela,
principalmente os veados.
Mas, a onça era boazinha,
ou pelo menos, fingia.
Quando via um gatinho,
Cumprimentava com uma lambida.
Mas, quando via um veadinho,
Cumprimentava com uma mordida.
Muito das doídas!
Quando ela via um pássaro voando
Ela tinha vontade de voar,
Mas só para poder
Os passarinhos abocanhar!





A FADINHA E O PEIXINHO DOURADO (http://soninha-reinodafantasia.blogspot.com/)

Vivia no fundo do mar um lindo peixinho dourado que tinha um sonho:

visitar o Mundo das Fadinhas.

Douradinho pedia para a sua mãezinha:

_ Mamãe, mãezinha querida, quando é que você vai me levar para conhecer o Mundo das Fadinhas?

A sua mãezinha , com dó do filho por não saber como realizar o seu sonho, lhe respondia:

- Qualquer dia destes nós vamos, meu filho; qualquer dia destes...e assim encerrava o assunto deixando o peixinho sonhando com as fadinhas.

Um belo dia em que douradinho brincava na porta da sua casinha, apareceu-lhe uma linda fadinha que lhe perguntou:

** Meu querido peixinho, eu sei que você sonha em conhecer nosso mundo, que ir lá agorinha mesmo?

O peixinho, meio alegre e assustado, lhe pergunta:

_ Quem lhe contou sobre o meu sonho?






**Eu leio os pensamentos e conheço todos os sonhos dos peixinhos, meu amiguinho, respondeu-lhe a linda fadinha.

_ Ãhñññ...que bom!! Eu quero ir,sim; vamos logo fadinha,vamos logo! falava o peixinho,entusiasmado.

** Primeiro vamos pedir permissão a sua mãezinha e depois iremos, disse a fadinha.

Entraram na casa do peixinho onde a sua mãezinha preparava o almoço e arrumava as coisinhas nos seus lugares.

Quando ela viu a fadinha ao lado do douradinho ficou tão surpresa que deixou cair uma pilha de pratos no chão, a sorte é que eram de algas e não se quebraram.

A fadinha aproximou-se da mamãe peixe, abraçou-a com carinho pedindo-lhe permissão para levar o douradinho para conhecer o seu mundo.

A mamãe peixe muito feliz por ver que seu filhinho realizaria o seu sonho, consentiu e acrescentou:

- Claro que ele pode ir minha querida fadinha, só lhe peço que o traga de volta antes de escurecer.

** Claro mamãe peixe, claro. Eu o trarei antes do por-do-sol.

De mãos dadas com a fadinha o peixinho dourado foi visitar o seu mundo, passando muitas horas deliciosas na companhia de muitas fadinhas.





Ele prometeu que voltará para contar o que viu por lá.
Vamos aguardar...





BARQUINHO DE PAPEL

José Ribeiro de Oliveira


Meu barquinho de papel,
A corrente carregou.
E ele foi embora,
E nunca mais voltou.

Hoje eu choro,
E quando chove,
Fico sempre a reparar.
Da janela eu espero,
O meu barquinho passar.

A corrente só levou,
Meu barquinho eu sei porque.
Eu gostava da chuva,
E rezava pra chover.

Minha mãe me ensinava,
A pedir pro Pai do Céu,
E botar meu pedido,
No barquinho de papel.

José Ribeiro de Oliveira



ESSA É DO BLOG DA AMIGA TEREZINHA GUIMARÃES   (http://www.poetizarpoetizar.blogspot.com/)

OBA!!!! FÉRIAS!!!!!
Terezinha Guimarães

FÉRIAS TEM SABOR
TEM ALEGRIA
E TEM COR...

TEM SABOR DE PIPOCA
REFRIGERANTE
CHOCOLATE E TAPIOCA
PICOLÉ E BALINHAS
E BOLINHOS DE FARINHA...


TEM ALEGRIA DO DESCANSAR
DO DORMIR
DO NÃO PENSAR
SÓ CURTIR
RELAXAR E DIVERTIR...

A COR É A QUE VOCÊ QUISER
AMARELO, AZUL OU VERMELHO
É A QUE REFLETE NO ESPELHO
QUE TRADUZ O SEU DESEJO
DE SER FELIZ O TEMPO INTEIRO...






AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVEM

SE A CRIANÇA VIVE COM CRÍTICAS
-ELA APRENDE A CONDENAR
SE A CRIANÇA VIVE COM HOSTILIDADE
-ELA APRENDE A AGREDIR
SE A CRIANÇA VIVE COM ZOMBARIAS
-ELA APRENDE A SER TÍMIDA
SE A CRIANÇA VIVE COM HUMILHAÇÃO
-ELA APRENDE A SE SENTIR CULPADA
SE A CRIANÇA VIVE COM TOLERÂNCIA
-ELA APRENDE A SER PACIENTE
SE A CRIANÇA VIVE COM ESTIMULO, COM INCENTIVO
-ELA APRENDE A CONFIAR
SE A CRIANÇA VIVE COM ELOGIOS
-ELA APRENDE A DAR VALOR
SE A CRIANÇA VIVE COM RETIDÃO
-ELA APRENDE A SER JUSTA
SE A CRIANÇA VIVE COM SEGURANÇA
-ELA APRENDE A TER FÉ
SE A CRIANÇA VIVE COM APROVAÇÃO
-ELA APRENDE A GOSTAR DE SI MESMA
SE A CRIANÇA VIVE COM ACEITAÇÃO E AMIZADE
-ELA APRENDE A ENCONTRAR AMOR E FELICIDADE NO MUNDO.



A chuva colorida

 A chuva colorida
Naquele momento a chuva começou a cair.
– Chegou a hora, meninas! anunciou CLARA Luz. E, erguendo a varinha de condão, coloriu a chuva. Começou a chover de todas as cores: vermelho, azul, amarelo, roxo, verde, alanrajado e mil outras.
Foi um escândalo. Ninguém mais conseguiu trabalhar, nem fazer nada. Só se falava na chuva colorida.
A última a reparar na chuva foi justamente a Fada-Mãe. Estava tão ocupada, arrumando a casa, que não olhou para fora.
Depois resolveu ir ao jardim, colher umas flores prateadas para a jarra da sala.
– Tenho alguma coisa nos olhos – pensou ela. – O que estou vendo, só pode ser defeito da minha vista.
Nesse momento, chegou Clara Luz.
– Querida, imagine como eu estou  mal da vista: estou vendo uma chuva de todas as cores.
Clara Luz riu:
– sua vista é ótima, mamãe. Está chovendo colorido, mesmo. Fui eu que fiz.
– Clara Luz! você coloriu a chuva?
– Colori.
– Mas com ordem de quem?
– De ninguém, mamãe. Para colorir a chuva, não precisa de ordem, não. Basta a gente ter idéia


O GATO NO SAPATO

TEREZINHA GUIMARÃES
O GATO NO SAPATO
TEREZINHA GUIMARÃES


HAVIA UM GATO
QUE MORAVA EM UM QUARTO.

SUA CAMA ERA UM SAPATO
FORRADO DE UM FOFO MATO.

DE QUEM ERA SAPATO
NÃO SE SABIA DE FATO.

SE PEQUENO ERA O GATO
OU SE GRANDE É O SAPATO.

NO QUARTO APARECEU UM RATO
MAS NÃO QUIS CORRER O GATO.

DEIXOU FUGIR O RATO
“DE JEITO NENHUM SAIO DO SAPATO”.

ANINHOU-SE DELICADAMENTE O GATO
MIOU BAIXINHO
FECHOU O OLHINHO
E SONHOU COM O SEU SAPATO...



O TATU BOLINHA

O TATU BOLINHA 
TEREZINHA GUIMARÃES

O TATU ANDOU
VIROU
E SE ENROSCOU...

ROLOU
E PAROU
NO CANTO FICOU.

O MENINO FALOU:
- UMA BOLINHA ACHEI,
OBA!!! BRINCAREI... 

MAS A BOLINHA
SE ESTICOU
E NOVAMENTE
SE TRANSFORMOU...

O MENINO ENTÃO CHOROU
“MINHA BOLINHA SE ACABOU”

O TATU SORRIU
ANDOU
E NUNCA MAIS VOLTOU...




ERA UMA VEZ... UM PASSARINHO

ERA UMA VEZ...
UM PASSARINHO



Terezinha Guimarães

ERA UMA VEZ...
ERA UMA VEZ, NÃO!
ESSA HISTÓRIA
NÃO TEM
PRINCESA NEM ANÃO
NÃO TEM MADRASTA,
NÃO TEM
CASTELO NEM DRAGÃO
ESSA HISTÓRIA...
É DE UM PASSARINHO QUE GOSTAVA DE CANÇÃO.
E QUE VIVIA EM UM JARDIM
FLORIDO E PERFUMADO
DE UM CASARÃO.


O PASSARINHO VIVIA A CANTAR
DESPERTAVA BEM CEDINHO
E LOGO IA SE BANHAR,
NO LAGUINHO QUE FICAVA
LÁ PERTO DO POMAR.
APÓS SE REFRESCAR
VOAVA PARA A GOIABEIRA
E UMA DELICIOSA GOIABA
COMEÇAVA A BICAR.


DE PAPINHO CHEIO
VOAVA LÁ PARA O MEIO,
MEIO DE ONDE?
SÓ PODE SER DO JARDIM.
LÁ CRESCIA
UM LINDO
PÉ DE JASMIM,
QUE O PASSARINHO PENSAVA:
“DEUS FEZ PRA MIM"


COMEÇAVA ENTÃO
A CANTORIA...
ENCHIA O PULMÃO,
NÃO SÓ DE AR
MAS TAMBÉM DE MUITA ALEGRIA.
EM SEU PEITO
HABITAVA UM DESEJO
DE VER O MUNDO
MAIS BONITO E PERFEITO.
SABIA QUE ERA DIFÍCIL
MAS, COM SUA AJUDA
NÃO SERIA ASSIM TÃO IMPOSSÍVEL.


CANTAVA O DIA INTEIRO
COMO ELE ERA MATREIRO!
ALÉM DE CANTAR
O DIA INTEIRO
VOAVA DE FLOR EM FLOR,
PENSAVA: “AMO O JASMIM”
MAS TINHA TANTO AMOR!
QUE VOAVA A REPARTIR
ESSE IMENSO AMOR
COM CADA FLOR
DE TODO O JARDIM.


CERTO DIA, O PASSARINHO
ESTAVA EM UMA ÁRVORE,
NO GALHO MAIS ALTO
A CANTAR UMA BELA CANÇÃO.
DE REPENTE...
VEIO UM VENTO FORTE
COMO UM FURACÃO,
O PASSARINHO ASSUSTADO
PAROU SUA CANÇÃO.


TUDO COMEÇOU A VOAR,
AS FLORES A DESPETALAR,
AS ÁRVORES A BALANÇAR,
E SUAS FOLHAS A DANÇAR
COM O VENTO,
E TUDO COMEÇOU A MUDAR.


O PASSARINHO QUERIA AJUDAR
MAS ELE SÓ SABIA CANTAR.
ENTÃO PENSOU: “PRECISO COLABORAR”
PARA ESTE VENTO RECUAR.


MESMO COM O GALHO
A BALANÇAR,
O PASSARINHO SE PÔS A CANTAR.
UM CANTO DIFERENTE,
UM CANTO QUE ENCANTA
A ALMA DA GENTE.
O VENTO FOI SE ACALMANDO...
ACALMANDO... ACALMANDO...


O CANTO DO PASSARINHO
FEZ O VENTO
RECUAR.
E DE UM VENTO FORTE
COMO UM FURACÃO;
TRANSFORMOU-SE
NUMA BRISA
QUE MANSIDÃO!


E O PASSARINHO
FICOU FELIZ
SABENDO QUE TUDO
VOLTARIA AO NORMAL,
E O JARDIM NOVAMENTE
SERIA SENSACIONAL.


ELE CONTINUOU
A CANTAR... CANTAR...
E A TODOS ENCANTAR,
E VIVEU FELIZ PARA SEMPRE.
FELIZ PARA SEMPRE?
QUE É ISSO?


ESSA HISTÓRIA,
NÃO TINHA PRINCESA NEM ANÃO,
NÃO TINHA MADRASTA,
NÃO TINHA CASTELO NEM DRAGÃO.
SÓ TINHA UM PASSARINHO,
QUE GOSTAVA DE CANÇÃO
E COM UM ENORME CORAÇÃO.
ENTÃO...
VIVEU FELIZ ATÉ SEU CANTO
CESSAR...


Retirado do Livro: ERA UMA VEZ... UM PASSARINHO

TEREZINHA GUIMARÃES



DESENHAR É BOM!

DESENHAR É BOM
TEREZINHA GUIMARÃES

PARA DESENHAR
É IMPORTANTE A MAESTRIA...
VAMOS COMEÇAR COM A GEOMETRIA
CÍRCULO, TRIÂNGULO E O QUADRADO
ORA NÃO FIQUE IRRITADO
É SÓ COLOCAR O TRIÂNGULO NO CÍRCULO
O CÍRCULO NO QUADRADO
AGORA TEM QUE FICAR BEM PINTADO.
O CÍRCULO É ALARANJADO
O TRIÂNGULO AMARELADO
E O QUADRADO BEM AZULADO
PARA TERMINAR
PINTE EM VOLTA DE DOURADO.

E AS LINHAS?
RETAS E CURVAS
RISCA-SE PRA CÁ
RISCA-SE PRA LÁ
VAI E VOLTA
NÃO SEI O QUE VAI DAR
QUERO MESMO É DESENHAR
QUANDO ISSO TERMINAR
BEM COLORIDO
CADA PARTE VOU PINTAR.

BOM MESMO
É DESENHAR PAISAGEM... 
TUDO QUE VEM A MENTE
UMA CASA E UMA ÁRVORE
UM LINDO CÉU E UM SOL BRILHANTE...
NUVENS BRANCAS E UM BELO JARDIM
COM PÁSSARO MULTICOR
BORBOLETAS E MUITA FLOR

E O LAGO DE PEIXINHOS
ALGUNS SÃO DOURADINHOS
PODEMOS PINTAR TAMBÉM
ALGUNS DE VERMELHINHOS
NÃO PODEMOS ESQUECER
DO ENGRAÇADO SAPINHO
BEM NA PEDRA SENTADINHO
TEM TAMBÉM ALGUNS PATINHOS
TÃO BRANQUINHOS...
COM BIQUINHOS AMARELINHOS
QUE DESENHO GENIAL
PARECE ATÉ REAL.

DESENHAR O ESPAÇO SIDERAL
TAMBÉM É BOM...
A LUA E AS ESTRELAS
PLANETAS E COMETAS
DE UM AZUL BEM ESCURO
QUE SE VÊ DE LUNETA.

GOSTO MUITO DE DESENHAR...
ÀS VEZES COM A MINHA MÃO NO PAPEL
FAÇO UM CONTORNO
E DEPOIS DESENHO UM ANEL
NO MEIO DA MINHA MÃO
DESENHO UM CORAÇÃO
SERÁ O SEU OU SERÁ O MEU?
SEGURO COM EMOÇÃO
ACHO QUE É O SEU!
PARA QUE NÃO FUJA
E ME DEIXE NA MÃO

A menina do cabelo de mola



Juliana era uma menina bacana prá chuchu. Era inteligente, divertida, amiga, carinhosa. Tinha uma porção de amigos em todos os lugares: na escola, no prédio, no clube. Seus amigos a chamavam de Jujuba, porque diziam que ela era doce demais para ser Juliana. Jujuba gostava muito de sua escola, mas agora que ela mudaria de série, também teria que mudar de escola. Mas ela não estava preocupada: sabia que logo teria um bocado de amigos novos.
Jujuba foi para uma escola nova em outro bairro, onde não conhecia ninguém. Logo no primeiro dia, conheceu as meninas da turma: Luiza, Fernanda, Gabriela e Maria Antônia. Todas elas eram parecidas: tinham os cabelos loiros e muito lisos – tirando a Gabriela, que tinha os cabelos castanhos, mas também bem lisinhos. Jujuba, por outro lado, era bem diferente delas. Tinha a pele mais escura e o cabelo era de mola: todo enroladinho! Mas isto não impediu que todas se tornassem amigas instantaneamente, claro.
Maria Antônia – Tônia, como a chamavam – era a mais velha da turma. Por isso mesmo, se sentia no direito de decidir a brincadeira. Logo no primeiro dia em que Jujuba entrou para a turma, Tônia disse:
• Hoje vamos brincar de princesas! Eu vou ser a Aurora, porque o meu cabelo é loiro igualzinho ao dela. A Luiza vai ser a Cinderela. A Fernanda vai ser a Rapunzel, já que ela tem o cabelo mais comprido de todas nós. E a Gabi vai ser a Branca de Neve, porque tem o cabelo escuro.
• E eu, Tônia, vou ser quem? - perguntou Jujuba.
• Ih, é, Jujuba, esqueci. Você... vai ser a fada madrinha, está bem?
• Está bem - Jujuba respondeu, feliz em brincar com suas novas amigas.
Conforme os dias foram passando, Jujuba começou a estranhar a brincadeira. Todos os dias brincavam de princesas. E todos os dias ela não era uma das princesas! Era madastra, irmã malvada ou fada madrinha.Todos os dias ela tinha que, de alguma forma, servir às outras. Até que, no final da semana, cansou da brincadeira. Quando Tônia começou a nomear as princesas, foi logo avisando:
• Tônia, hoje eu quero ser princesa também! Cansei de ser fada madrinha.
As meninas olharam umas para as outras com espanto. Tônia, um pouco sem graça, disse:
• Desculpa, Jujuba, mas não pode.
• Por que? - perguntou a doce menininha.
• Porque princesa não tem cabelo de mola como o seu!
Jujuba ficou muito, muito chateada mesmo. Acabou não querendo brincar de nada neste dia. Assim que chegou em casa, correu para a sua prateleira de livros e pegou um livro enorme, cor de rosa, com uma única palavra no título: 'Princesas'. Abriu- o e começou a folheá-lo. Tinha as histórias da Branca de Neve, da Rapunzel, da Bela Adormecida, da Ariel, da Cinderela. Nem lia as histórias, estava hipnotizada olhando as gravuras. Nenhuma, nenhuma princesa tinha cabelo de mola! Suas amigas estavam certas. Ela nunca poderia ser princesa. Fechou o livro e chorou. Chorou até dormir. Estava tão chateada que nem levantou para jantar.
De manhã bem cedinho, Jujuba escutou um barulhinho e despertou. Sua irmã mais velha estava na sala, vendo televisão. Foi até a sala e perguntou para a irmã o que ela estava vendo. Levou um susto com a resposta.
• Acorda, Juliana, hoje é o casamento da princesa!
• Que princesa? Da Cinderela? - a menina perguntou.
• Não! Da princesa de verdade, olha ali – e mostrou um príncipe e sua noiva, agora uma princesa, em um casamento de verdade, num país longe que Jujuba nem sabia que existia.
Jujuba assistiu, fascinada, às imagens do casamento. Era tudo tão bonito! A princesa era tão linda, com um vestido tão maravilhoso, e... com um cabelo tão liso. Ao perceber isso, Jujuba não conseguiu conter as lágrimas. Sua irmã não entendeu nada.
• Que houve, Jujuba, o que te deixou triste?
• Eu estou triste porque nunca vou ser princesa!
A irmã soltou uma gargalhada, abraçou sua irmãzinha e disse:
• Você não sabe disso, Jujuba. Quem sabe você não casa com um príncipe de verdade e vira princesa, igual a esta da televisão?
Entre soluços, a menina respondeu:
• Não, eu nunca vou ser princesa, nem de verdade e nem de mentira.
• E por que você acha isso? - indagou sua irmã.
• É porque eu tenho cabelo de mola, e princesa tem cabelo liso! - a menina respondeu isso chorando forte como a irmã nunca vira.
Tatiana, a irmã mais velha, secou as lágrimas dos olhos de sua irmã caçula, deu-lhe um beijo e abraçou-a com força até que ela se acalmasse. Assim que a menina parou de chorar, Tatiana disse:
• Juliana, eu quero que você olhe para a televisão.
• Eu tô olhando – respondeu a menina.
• Presta atenção. Repara nisso: a princesa não se mexe. Tem que ficar ali, parada, acenando com a mão. Está todo mundo olhando para ela, e nem dar um beijo na hora que quer ela pode. Ela não pode fazer nada. É quase uma estátua viva. É isso que você quer?
• Não, mas...
• Princesa é bonito em conto de fadas. Mais legal é ser gente de verdade. Assim, igual a mim e a você. Quando eu casar, eu vou dançar a noite toda, vou tomar aquela bebida de bolhinhas chique, vou fazer uma bagunça danada! Não vou querer ficar só acenando minha mão, não! E aposto que você também não quer isso!
Jujuba riu de imaginar a irmã acenando, quase como uma estátua, para todos os que passavam. Não, ela também não queria isso. Deu um beijo na irmã e saiu da sala saltitando de felicidade.
Quando chegou a hora do recreio, na escola, Tônia foi logo definindo os papéis, como sempre. E disse:
• Jujuba você vai ser a governanta do castelo, nós dançamos e você prepara o chá e...
Jujuba interrompeu sua amiga.
• Tônia, eu até posso brincar de princesa, mas só se for para brincar direito.
• Como assim? - as meninas estranharam.
• Vocês não são princesas?
• Sim!- responderam todas juntas.
• Então vocês tem que ficar sentadinhas aí, acenando para todo mundo!
• Mas, mas, não é assim que...
Jujuba interrompeu Tônia novamente.
• É assim que é a vida de princesa. Eu vi hoje uma princesa de verdade casando na televisão. Se vocês são princesas, tem que brincar assim!
Mesmo contrariadas, as meninas sentaram e ficaram acenando. Jujuba, com seu cabelo de mola, foi brincar de pique com os meninos, pulou corda, brincou de elástico, fez uma farra tremenda. No meio do recreio, suas amigas perguntaram se não podiam brincar também e ela respondeu que não, princesa só acenava e mantinha a pose. 'Brincadeira de verdade é para gente de verdade', Jujuba explicou.
Daquele dia em diante, nunca mais se brincou de princesa naquela escola. Todas as meninas diziam: 'meu cabelo é liso, mas faz mola quando eu tomo banho. Posso brincar como gente de verdade?' Jujuba ria e concordava. Era bom ter amigas de verdade ao invés de princesas!






REGINALDO TIRANOSSAURO (Edith Thabet)

REGINALDO TIRANOSSAURO

(Edith Thabet)

Reginaldo cresceu e se tornou um dinossauro bem bonitinho.
— Já está na hora de eu começar a lhe ensinar maus modos – observou Papai Rex um belo dia.
— Eu preciso de maus modos para quê ? - perguntou Reginaldo.
— Para impressionar os outros moradores da floresta. Quanto mais bruto for seu comportamento e quanto mais alto for seu urro, mais respeitado você será - explicou Papai Rex. – Espere aí, eu mostro como se faz - acrescentou ele antes de começar:
— A-ruá-rurrarrááá ... - Parecia um trovão reboando.
Um dinossauro corpulento, com dois chifres no alto da cabeça e um no focinho, brecou sua corrida, paralisado de susto. Uma cobra, que havia acabado de engolir um musaranho, ficou com ele entalado na garganta e tratou de fugir, tossindo e resfolegando.
— Você é mesmo o máximo, Papai! - disse Reginaldo , admirado.
— Ah, mas isso não é nada de mais. Você também pode fazer o mesmo. Vamos, tente uma vez! - disse Papai Rex, encorajando-o.
— A-riá-rirrarááá ... - gritou Reginaldo o mais alto que pôde, fazendo com que uma libélula gigante, que estava pousada diante dele num talo de capim, piscasse um dos olhos.
— Será que você não pode bocejar mais baixinho, seu bobo? Você atrapalhou minha sesta! - ralhou a libélula.
— Por favor, desculpe, não fiz por mal - disse Reginaldo.
Papai Rex não disse nada. Apenas balançou a cabeça, desanimado.

Tem uma varinha mágica

Tem uma varinha mágica

Estou falando com todo mundo aqui em casa que quero ser um tigre.
Ninguém liga. Parece que nem me escutam. O jeito é falar com o vovô.
Quando ele atende o telefone, vou logo dizendo:
― Vovô, eu quero ser um tigre.
E ele:
― Que bom! Posso saber por que você quer ser um tigre?
― Claro, vovô. É a única maneira de ter um tigre aqui em casa.
Ele ficou calado um pouquinho e depois falou:
― É mesmo. Você tem razão. Nunca tinha pensado nisso.
Desliguei satisfeito. Alguém, afinal, me tinha escutado e entendido.
Vovô apareceu de tarde. Veio com ele um homem desconhecido para mim. Fomos apresentados. Vovô, então, disse:
― Eu quis que ele viesse comigo porque ele tem uma varinha mágica.
O homem me mostrou a varinha. Depois começou a fazer mágicas. Fez uma pedra virar sapo, fez o sapo virar príncipe, fez o príncipe virar pedra.
Depois fez chover suco de laranja, fez flores brotarem do meu carrinho, fez xícaras voarem como discos voadores.
Parou um pouco com as mágicas e me perguntou:
― É verdade que você quer ser tigre?
Eu já ia dizer um sim bem grande, um SINZÃO, mas resolvi pensar um pouquinho antes de responder. Acabei fazendo uma pergunta:
― Tigre tem avô ?
― Só lá na Ásia – ele respondeu.
Pensei mais um pouco e preferi ser eu mesmo: pulei no colo do vovô, enquanto o homem da varinha mágica se despedia deixando uma grande certeza dentro do meu coração.

Ronaldo Simões.



CECÍLIA MEIRELES

COLAR DE CAROLINA (c/g)

COM SEU COLAR DE CORAL,
CAROLINA
CORRE POR ENTRE AS COLUNAS
DA COLINA.

O COLAR DE CAROLINA
COLORE O COLO DE CAL,
TORNA CORADA A MENINA.

E O SOL, VENDO AQUELA COR
DO COLAR DE CAROLINA,
PÕE COROAS DE CORAL

NAS COLUNAS DA COLINA.

CECÍLIA MEIRELES

A AVÓ DO MENINO (v)

A AVÓ
VIVE SÓ.
NA CASA DA AVÓ
O GALO LIRÓ
FAZ "COCOROCÓ!"
A AVÓ BATE PÃO-DE-LÓ
E ANDA UM VENTO-T-O-TÓ
NA CORTINA DE FILÓ.
A AVÓ
VIVE SÓ.
MAS SE O NETO MENINÓ
MAS SE O NETO RICARDÓ
MAS SE O NETO TRAVESSÓ
VAI À CASA DA AVÓ,
OS DOIS JOGAM DOMINÓ.

CECÍLIA MEIRELES

O ECO (c/g)

O MENINO PERGUNTA AO ECO
ONDE É QUE ELE SE ESCONDE.
MAS O ECO SÓ RESPONDE: ONDE? ONDE?

O MENINO TAMBÉM LHE PEDE:
ECO, VEM PASSEAR COMIGO!

MAS NÃO SABE SE O ECO É AMIGO
OU INIMIGO.
POIS SÓ LHE OUVE DIZER: MIGO!

CECÍLIA MEIRELES

O CAVALINHO BRANCO (m ant d p/b)
À TARDE, O CAVALINHO BRANCO
ESTÁ MUITO CANSADO:

MAS HÁ UM PEDACINHO DO CAMPO
ONDE É SEMPRE FERIADO.

O CAVALO SACODE A CRINA
LOURA E COMPRIDA

E NAS VERDES ERVAS ATIRA
SUA BRANCA VIDA.

SEU RELINCHO ESTREMECE AS RAÍZES
E ELE ENSINA AOS VENTOS

A ALEGRIA DE SENTIR LIVRES
SEUS MOVIMENTOS.

TRABALHOU TODO O DIA, TANTO!
DESDE A MADRUGADA!

DESCANSA ENTRE AS FLORES, CAVALINHO BRANCO,
DE CRINA DOURADA!

CECÍLIA MEIRELES

OU ISTO OU AQUILO (lh/ch/nh)

OU SE TEM CHUVA E NÃO SE TEM SOL
OU SE TEM SOL E NÃO SE TEM CHUVA!

OU SE CALÇA A LUVA E NÃO SE PÕE O ANEL,
OU SE PÕE O ANEL E NÃO SE CALÇA A LUVA!
QUEM SOBE NOS ARES NÃO FICA NO CHÃO,
QUEM FICA NO CHÃO NÃO SOBE NOS ARES.

É UMA GRANDE PENA QUE NÃO SE POSSA
ESTAR AO MESMO TEMPO NOS DOIS LUGARES!

OU GUARDO O DINHEIRO E NÃO COMPRO O DOCE,
OU COMPRO O DOCE E GASTO O DINHEIRO.

OU ISTO OU AQUILO: OU ISTO OU AQUILO...
E VIVO ESCOLHENDO O DIA INTEIRO!

NÃO SEI SE BRINCO, NÃO SEI SE ESTUDO,
SE SAIO CORRENDO OU FICO TRANQÜILO.
MAS NÃO CONSEGUI ENTENDER AINDA
QUAL É MELHOR: SE É ISTO OU AQUILO.

CECÍLIA MEIRELES
O MOSQUITO ESCREVE (r, s, n, pós sil)

O MOSQUITO PERNILONGO
TRANÇA AS PERNAS, FAZ UM M,
DEPOIS, TREME, TREME, TREME,
FAZ UM O BASTANTE OBLONGO,
FAZ UM S.

O MOSQUITO SOBE E DESCE.
COM ARTES QUE NINGUÉM VÊ,
FAZ UM Q,
FAZ UM U, E FAZ UM I.

ESTE MOSQUITO
ESQUISITO
CRUZA AS PATAS, FAZ UM T.
E AÍ,
SE ARREDONDA E FAZ OUTRO O,
MAIS BONITO.

OH!
JÁ NÃO É ANALFABETO,
ESSE INSETO,
POIS SABE ESCREVER SEU NOME.

MAS DEPOIS VAI PROCURAR
ALGUÉM QUE POSSA PICAR,
POIS ESCREVER CANSA,
NÃO É, CRIANÇA?

E ELE ESTÁ COM MUITA FOME.

CECÍLIA MEIRELES

TANTA TINTA (T/D)

AH! MENINA TONTA,
TODA SUJA DE TINTA
MAL O SOL DESPONTA!

(SENTOU-SE NA PONTE,
MUITO DESATENTA...
E AGORA SE ESPANTA:
QUEM É QUE A PONTE PINTA
COM TANTA TINTA?...)

A PONTE APONTA
E SE DESAPONTA.
A TONTINHA TENTA
LIMPAR A TINTA,
PONTO POR PONTO
E PINTA POR PINTA...

AH! A MENINA TONTA!
NÃO VIU A TINTA DA PONTE!

CECÍLIA MEIRELES
SONHOS DA MENINA (nh)

A FLOR COM QUE A MENINA SONHA
ESTÁ NO SONHO?
OU NA FRONHA?

SONHO
RISONHO:

O VENTO SOZINHO
NO SEU CARRINHO.

DE QUE TAMANHO
SERIA O REBANHO?

A VIZINHA
APANHA
A SOMBRINHA
DE TEIA DE ARANHA . . .

NA LUA HÁ UM NINHO
DE PASSARINHO.

A LUA COM QUE A MENINA SONHA
É O LINHO DO SONHO
OU A LUA DA FRONHA?

CECÍLA MEIRELES

RIO NA SOMBRA (m antes de p/b)

SOM
FRIO.

RIO
SOMBRIO.

O LONGO SOM
DO RIO
FRIO.

O FRIO
BOM
DO LONGO RIO.

TÃO LONGE,
TÃO BOM,
TÃO FRIO
O CLARO SOM
DO RIO
SOMBRIO!

CECÍLIA MEIRELES

O MENINO AZUL (RR, r fraco)

O MENINO QUER UM BURRINHO
PARA PASSEAR.
UM BURRINHO MANSO,
QUE NÃO CORRA NEM PULE,
MAS QUE SAIBA CONVERSAR.

O MENINO QUER UM BURRINHO
QUE SAIBA DIZER
O NOME DOS RIOS,
DAS MONTANHAS, DAS FLORES,
— DE TUDO O QUE APARECER.

O MENINO QUER UM BURRINHO
QUE SAIBA INVENTAR HISTÓRIAS BONITAS
COM PESSOAS E BICHOS
E COM BARQUINHOS NO MAR.

E OS DOIS SAIRÃO PELO MUNDO
QUE É COMO UM JARDIM
APENAS MAIS LARGO
E TALVEZ MAIS COMPRIDO
E QUE NÃO TENHA FIM.

(QUEM SOUBER DE UM BURRINHO DESSES,
PODE ESCREVER
PARA A RUAS DAS CASAS,
NÚMERO DAS PORTAS,
AO MENINO AZUL QUE NÃO SABE LER.)

CECÍLIA MEIRELES

A POMBINHA DA MATA (m antes de p/b)
TRÊS MENINOS NA MATA OUVIRAM
UMA POMBINHA GEMER.

"EU ACHO QUE ELA ESTÁ COM FOME",
DISSE O PRIMEIRO,
"E NÃO TEM NADA PARA COMER."

TRÊS MENINOS NA MATA OUVIRAM
UMA POMBINHA CARPIR.

"EU ACHO QUE ELA FICOU PRESA",
DISSE O SEGUNDO,
"E NÃO SABE COMO FUGIR."

TRÊS MENINOS NA MATA OUVIRAM
UMA POMBINHA GEMER.

"EU ACHO QUE ELA ESTÁ COM SAUDADE",
DISSE O TERCEIRO,
"E COM CERTEZA VAI MORRER."

CECÍLIA MEIRELES
PASSARINHO NO SAPÉ (p/b)

P TEM PAPO
O P TEM PÉ.
É O P QUE PIA?
(PIU!)

QUEM É?
O P NÃO PIA:
O P NÃO É.
O P SÓ TEM PAPO
E PÉ.

SERÁ O SAPO?
O SAPO NÃO É.

(PIU!)

É O PASSARINHO
QUE FEZ SEU NINHO
NO SAPÉ.

PIO COM PAPO.
PIO COM PÉ.
PIU-PIU-PIU:
PASSARINHO.

PASSARINHO
NO SAPÉ.

CECÍLIA MEIRELES

BOLHAS (lh/nh)

OLHA A BOLHA D'ÁGUA
NO GALHO!
OLHA O ORVALHO!

OLHA A BOLHA DE VINHO
NA ROLHA!
OLHA A BOLHA!

OLHA A BOLHA NA MÃO
QUE TRABALHA!

OLHA A BOLHA DE SABÃO
NA PONTA DA PALHA:
BRILHA, ESPELHA
E SE ESPALHA.
OLHA A BOLHA!

OLHA A BOLHA
QUE MOLHA
A MÃO DO MENINO:
A BOLHA DA CHUVA DA CALHA!

CECÍLIA MEIRELES
AS MENINAS (r fraco)

ARABELA
ABRIA A JANELA.

CAROLINA
ERGUIA A CORTINA.

E MARIA
OLHAVA E SORRIA:
"BOM DIA!"

ARABELA
FOI SEMPRE A MAIS BELA.

CAROLINA,
A MAIS SÁBIA MENINA.

E MARIA
APENAS SORRIA:
"BOM DIA!"

PENSAREMOS EM CADA MENINA
QUE VIVIA NAQUELA JANELA;

UMA QUE SE CHAMAVA ARABELA,
UMA QUE SE CHAMOU CAROLINA.

MAS A PROFUNDA SAUDADE
É MARIA, MARIA, MARIA,

QUE DIZIA COM VOZ DE AMIZADE:
"BOM DIA!"

CECÍLIA MEIRELES

PARA IR À LUA (an, em)

ENQUANTO NÃO TEM FOGUETES
PARA IR À LUA,
OS MENINOS DESLIZAM DE PATINETE
PELAS CALÇADAS DA RUA.

VÃO CEGOS DE VELOCIDADE:
MESMO QUE QUEBREM O NARIZ,
QUE GRANDE FELICIDADE!
SER VELOZ É SER FELIZ.

AH! SE PUDESSEM SER ANJOS
DE LONGAS ASAS!
MAS SÃO APENAS MARMANJOS.

CECÍLIA MEIRELES


ENCHENTE (ch)
CHAMA O ALEXANDRE!
CHAMA!
OLHA A CHUVA QUE CHEGA!
É A ENCHENTE.
OLHA O CHÃO QUE FOGE COM A CHUVA...
OLHA A CHUVA QUE ENCHARCA A GENTE.
PÕE A CHAVE NA FECHADURA.
FECHA A PORTA POR CAUSA DA CHUVA,
OLHA A RUA COMO SE ENCHE!
ENQUANTO CHOVE, BOTA A CHALEIRA
NO FOGO: OLHA A CHAMA! OLHA A CHISPA!
OLHA A CHUVA NOS FEIXES DE LENHA!
VAMOS TOMAR CHÁ, POIS A CHUVA
É TANTA QUE NEM DE GALOCHA
SE PODE ANDAR NA RUA CHEIA!
CHAMA O ALEXANDRE!
CHAMA!

CECÍLIA MEIRELES

A BAILARINA (b)

ESTA MENINA
TÃO PEQUENINA
QUER SER BAILARINA

NÃO CONHECE NEM DÓ NEM RÉ,
MAS SABE FICAR NA PONTA DO PÉ.

NÃO CONHECE NEM MI NEM FÁ,
MAS INCLINA O CORPA PARA LÁ E PARA CÁ.
NÃO CONHECE NEM LÁ NEM SI,
MAS FECHA OS OLHOS E SORRI.

RODA, RODA, RODA COM OS BRACINHOS NO AR
E NÃO FICA TONTA NEM SAI DO LUGAR.

PÕE NO CABELO UMA ESTRELA E UM VÉU
E DIZ QUE CAIU DO CÉU.

ESTA MENINA
TÃO PEQUENINA
QUER SER BAILARINA

MAS DEPOIS ESQUECE TODAS AS DANÇAS,
E TAMBÉM QUER DORMIR COMO AS OUTRAS CRIANÇAS.

CECÍLIA MEIRELES
JOGO DE BOLA (r fraco)
A BELA BOLA
ROLA:
A BELA BOLA DO RAUL.

BOLA AMARELA,
A DA ARABELA.

A DO RAUL,
AZUL.

ROLA A AMARELA
E PULA A AZUL.

A BOLA É MOLE,
É MOLE E ROLA.

A BOLA É BELA,
É BELA E PULA.

É BELA, ROLA E PULA,
É MOLE, AMARELA E AZUL.

A DE RAUL É DE ARABELA,
E A DE ARARABELA É DE RAUL

CECÍLIA MEIRELES

O ÚLTIMO ANDAR (l pós silaba)
NO ÚLTIMO ANDAR É MAIS BONITO:
DO ÚLTIMO ANDAR SE VÊ O MAR.
É LÁ QUE EU QUERO MORAR.

O ÚLTIMO ANDAR É MUITO LONGE:
CUSTA-SE MUITO A CHEGAR.
MAS É LÁ QUE EU QUERO MORAR.

TODO O CÉU FICA A NOITE INTEIRA
SOBRE O ÚLTIMO ANDAR
É LÁ QUE EU QUERO MORAR.

QUANDO FAZ LUA NO TERRAÇO
FICA TODO O LUAR.
É LÁ QUE EU QUERO MORAR.

OS PASSARINHOS LÁ SE ESCONDEM
PARA NINGUÉM OS MALTRATAR:
NO ÚLTIMO ANDAR.

DE LÁ SE AVISTA O MUNDO INTEIRO:
TUDO PARECE PERTO, NO AR.
É LÁ QUE EU QUERO MORAR:
NO ÚLTIMO ANDAR.

CECÍLIA MEIRELES
RODA NA RUA (r forte inicial, rr)

RODA NA RUA
A VIDA DO CARRO.
RODA NA RUA A RODA DAS DANÇAS.
A RODA NA RUA
RODAVA NO BARRO.
NA RODA DA RUA
RODAVAM CRIANÇAS.
O CARRO, NA RUA.

O LAGARTO MEDROSO (diversas)

O LAGARTO PARECE UMA FOLHA
VERDE E AMARELA.
E RESIDE ENTRE AS FOLHAS, O TANQUE
E A ESCADA DE PEDRA.
DE REPENTE SAI DA FOLHAGEM,
DEPRESSA, DEPRESSA,
OLHA O SOL, MIRA AS NUVENS E CORRE
POR CIMA DA PEDRA.
BEBE O SOL, BEBE O DIA PARADO,
SUA FORMA TÃO QUIETA,
NÃO SE SABE SE É BICHO, SE É FOLHA
CAÍDA NA PEDRA.
QUANDO ALGUÉM SE APROXIMA,

— OH! QUE SOMBRA É AQUELA? —
O LAGARTO LOGO SE ESCONDE
ENTRE AS FOLHAS E A PEDRA.

MAS NO ABRIGO, LEVANTA A CABEÇA
ASSUSTADA E ESPERTA:
QUE GIGANTES SÃO ESSES QUE PASSAM
PELA ESCADA DE PEDRA?
ASSIM VIVE, CHEIO DE MEDO,
INTIMIDADO E ALERTA,
O LAGARTO (DE QUE TODOS GOSTAM)
ENTRE AS FOLHAS, O TANQUE E A PEDRA.

CUIDADOSO E CURIOSO,
O LAGARTO OBSERVA.
E NÃO VÊ QUE OS GIGANTES SORRIEM
PARA ELE, DA PEDRA.
ASSIM VIVE, CHEIO DE MEDO,
INIMIDADO E ALERTA,
O LAGARTO (DE QUE TODOS GOSTAM)
ENTRE AS FOLHAS, O TANQUE E A PEDRA.

CECÍLIA MEIRELES
.




O VESTIDO DE LAURA (t/d)

O VESTIDO DE LAURA
É DE TRÊS BABADOS,
TODOS BORDADOS.
O PRIMEIRO, TODINHO,
TODINHO DE FLORES
DE MUITAS CORES.

NO SEGUNDO, APENAS
BORBOLETAS VOANDO,
NUM FINO BANDO.

O TERCEIRO, ESTRELAS,
ESTRELAS DE RENDA
- TALVEZ DE LENDA...
O VESTIDO DE LAURA
VAMOS VER AGORA,
SEM MAIS DEMORA!

QUE AS ESTRELAS PASSAM,
BORBALETAS, FLORES
PERDEM SUAS CORES.

SE NÃO FORMOS DEPRESSA,
ACABOU-SE O VESTIDO
TODO BORDADO E FLORIDO!

CECÍLIA MEIRELES

ROLA A CHUVA (r forte, rr)
O FRIO ARREPIA
A MOÇA ARREDIA.

ARRE
QUE ARRELIA!
NA RUA ROLA A RODA...
ARREDA!
A ROLA ARRULHA NA TORRE.

A CHUVA SUSSURRA.

ROLA A CHUVA
REGA A TERRA
REGA O RIO
REGA A RUA.

E NA RUA RODA ROLA.

CECÍLIA MEIRELES



CANÇÃO (r pós silaba)
DE BORCO
NO BARCO.
(DE BRUÇOS
NO BERÇO...)

O BRAÇO É O BARCO.
O BARCO É O BERÇO.

ABARCO E ABRAÇO
O BERÇO
E O BARCO.
COM DESEMBARAÇO
EMBARCO
E DESEMBARCO.

DE BORCO
NO BERÇO...
(DE BRUÇOS
NO BARCO...)

CECÍLIA MEIRELES

O SANTO NO MONTE (an, en..)

NO MONTE,
O SANTO
EM SEU MANTO,
SORRIA TANTO!

SORRIA PARA UMA FONTE
QUE HAVIA NO ALTO DO MONTE
E TAMBÉM PORQUE DEFRONTE
SE VIA O SOL NO HORIZONTE.

NO MONTE
O SANTO
EM SEU MANTO
CHORA TANTO!

CHORA - POIS NÃO HÁ MAIS FONTE,
E AGORA HÁ UM MURO DEFRONTE
QUE JÁ NÃO DEIXA DO MONTE
VER O SOL NEM O HORIZONTE.

NO MONTE
O SANTO
EM SEU MANTO
CHORA TANTO!

(DURO
MURO
ESCURO!)

CECÍLIA MEIRELES

NA CHÁCARA DO CHICO BOLACHA
NA CHÁCARA DO CHICO BOLACHA
O QUE SE PROCURA
NUN SE ACHA!

QUANDO CHOVE MUITO,
O CHICO BRINCA DE BARCO,
PORQUE A CHÁCRA VIRA CHARCO.

QUANDO NÃO CHOVE NADA,
CHICO TRABALHA COM A ENXADA
E LOGO SE MACHUCA
E FICA DE MÃO INCHADA.

POR ISSO, COM O CHICO BOLACHA,
O QUE SE PROCURA
NUNCA SE ACHA.

DIZEM QUE A CHÁCARA DO CHICO
SÓ TEM MESMO CHUCHU
E UM CACHORRINHO COXO
QUE SE CHAMA CAXAMBU.

OUTRAS COISAS, NINGUÉM PROCURA,
PORQUE NÃO ACHA.
COITADO DO CHICO BOLACHA!

CECÍLIA MEIRELES
.
FIGURINHAS I (ch, nh)
NO CLARO JARDIM
A MENINA CHORA
PELA BORBOLETA
QUE SE FOI EMBORA.

ORA, ORA, ORA,
NÃO CHORE TANTO!
NOSSA SENHORA!

A MENINA CHORA
NO CLARO JARDIM
UM CHORO SEM FIM.

NEM O CÉU AZUL
É BONITO, AGORA,
POIS A BORBOLETA
JÁ SE FOI EMBORA.

NÃO CHORE TANTO!
NOSSA SENHORA!

QUE CHORO SEM FIM
A MENINA CHORA
NO CLARO JARDIM.

ORA, ORA, ORA!
CECÍLIA MEIRELES
FIGURINHAS II (várias)

ONDE ESTÁ MEU QUINTAL
AMARELO E ENCARNADO,
COM MENINOS BRINCANDO
DE CHICOTE-QUEIMADO,
COM CIGARRAS NOS TRONCOS
E FORMIGAS NO CHÃO,
E MUITAS CONCHAS BRANCAS
DENTRO DA MINHA MÃO?

E JÚLIA E MARIA
E AMÉLIA ONDE ESTÃO?

ONDE ESTÁ MEU ANEL
E O BANQUINHO QUADRADO
E O SABIÁ NA MANGUEIRA
E O GATO NO TELHADO?

— A MORINGA DE BARRO,
E O CHEIRO DO ALVO PÃO?
E A TUA VOZ, PEDRINA,
SOBRE MEU CORAÇÃO?
EM QUE ALTOS BALANÇOS
SE BALANÇARÃO?...

CECÍLIA MEIRELES

O SONHO E A FRONHA (NH)
SONHO RISONHO
NA FRONHA DE LINHO.
NA FRONHA DE LINHO,
A FLOR SEM ESPINHO.

APANHO A LENHA
PARA O VIZINHO.

E ENCONTRO O NINHO
DE PASSARINHO.

DE QUE TAMANHO
SERIA O REBANHO?

NÃO HÁ QUEM VENHA
PELA MONTANHA
COM A MINHA SOMBRINHA
DE TEIA DE ARANHA?

SONHO O MEU SONHO.
A FLOR SEM ESPINHO
TAMBÉM SONHA
NA FRONHA.

NA FRONHA DE LINHO.

CECÍLIA MEIRELES
.
A FLOR AMARELA (lh)

OLHA
A JANELA
DA BELA
ARABELA.

QUE FLOR
É AQUELA
QUE ARABELA
MOLHA?

É UMA FLOR AMARELA.

CECÍLIA MEIRELES

O CHÃO E O PÃO (ão)

O CHÃO.
O GRÃO.
O GRÃO NO CHÃO.

O PÃO.
O PÃO E A MÃO.
A MÃO NO PÃO.

O PÃO NA MÃO.
O PÃO NO CHÃO?
NÃO.

CECÍLIA MEIRELES
.
A FOLHA NA FESTA (l entre silabas)
ESTA FLOR
NÃO É DA FLORESTA.

ESTA FLOR É DA FESTA,
ESTA É A FLOR DA GIESTA.

É A FESTA DA FLOR
E A FLOR ESTÁ NA FESTA.

(E ESTA FOLHA?
QUE FOLHA É ESTA?)

ESTA FOLHA NÃO É DA FLORESTA.

ESTA FOLHA NÃO É DA GIESTA.

NÃO É FOLHA DE FLOR.
MAS ESTÁ NA FESTA.

NA FESTA DA FLOR
NA FLOR DA GIESTA.

CECÍLIA MEIRELES
.
NA SACADA DA CASA (c/g; s/ç)

NA
SACADA
A SACA
DA CAÇADA.
NA SACADA DA CASA.
E A SACADA
NA CALÇADA.

QUEM SE CASA
DE CASACA?

NA SACADA DA CASA
A SACA.
NA SACA, A ASA.
ASA E ALÇA.
A SACA DA CAÇA.

QUEM SE ALÇA
DA SACADA
PARA A CALÇADA?
A MENINA DESCALÇA.
A MENINA CALADA.

E NA CALÇADA DA CASA,
A CASADA.

CECÍLIA MEIRELES
.
A ÉGUA E A ÁGUA (gua, gue)

A ÉGUA OLHAVA A LAGOA
COM VONTADE DE BEBER A ÁGUA.

A LAGOA ERA TÃO LARGA
QUE A ÉGUA OLHAVA E PASSAVA.

BASTAVA-LHE UMA POÇA D'ÁGUA,
AH! MAS SÓ DAQUI A ALGUMAS LÉGUAS.

E A ÉGUA A SEDE AGÜENTAVA.

A ÉGUA ANDAVA AGORA ÀS CEGAS
DE OLHOS VAGOS NAS TERRAS VAGAS,
BUSCANDO ÁGUA.

GRANDE MÁGOA!

POIS O ORVALHO É UMA GOTA EXÍGUA
E AS LAGOAS SÃO MUITO LARGAS.

CECÍLIA MEIRELES




O VIOLÃO E O VILÃO (ão, v/f)

HAVIA A VIOLA DA VILA.
A VIOLA E O VIOLÃO.

DO VILÃO ERA A VIOLA.
E DA OLÍVIA O VIOLÃO.

O VIOLÃO DA OLÍVIA DAVA
VIDA À VILA, À VILA DELA.

O VIOLÃO DUVIDAVA
DA VIDA, DA VIOLA E DELA.

NÃO VIVE OLÍVIA NA VILA.
NA VILA NEM NA VIOLA.
O VILÃO LEVOU-LHE A VIDA,
LEVANDO O VIOLÃO DELA.

NO VALE, A VILA DE OLÍVIA
VELA A VIDA
NO SEU VIOLÃO VIVIDA
E POR UM VILÃO LEVADA.

VIDA DE OLÍVIA - LEVADA
POR UM VILÃO VIOLENTO.
VIOLETA VIOLADA
PELA VIOLA DO VENTO.


CECÍLIA MEIRELES

JARDIM DA IGREJA (l)

DALILA E LÉLIA,
E JÚLIA E EULÁLIA
CORTAVAM DÁLIAS.

DALILA E LÉLIA,
EULÁLIA E JÚLIA
CANTAVAM DÚLIAS.

DÁLIAS E DÚLIAS
E HARPAS EÓLIAS...

E A ALADA LUA
— ALTA CAMÉLIA?
— CÉLIA MAGNÓLIA?

CECÍLIA MEIRELES






A LÍNGUA DO NHEM (nh, lh)

HAVIA UMA VELHINHA
QUE ANDAVA ABORRECIDA
POIS DAVA A SUA VIDA
PARA FALAR COM ALGUÉM.

E ESTAVA SEMPRE EM CASA
A BOA DA VELHINHA,
RESMUNGANDO SOZINHA:

NHEM-NHEM-NHEM-NHEM- NHEM- NHEM...

O GATO QUE DORMIA
NO CANTO DA COZINHA
ESCUTANDO A VELHINHA,
PRINCIPIOU TAMBÉM

A MIAR NESSA LÍNGUA
E SE ELA RESMUNGAVA,
O GATINHO A ACOMPANHA:

NHEM-NHEM-NHEM-NHEM- NHEM- NHEM...

DEPOIS VEIO O CACHORRO
DA CASA DA VIZINHA,
PATO, CABRA E GALINHA,
DE CÁ, DE LÁ, DE ALÉM,

E TODOS APRENDERAM
A FALAR NOITE E DIA
NAQUELA MELODIA

NHEM-NHEM-NHEM-NHEM- NHEM- NHEM...

DE MODO QUE A VELHINHA
QUE MUITO PADECIA
POR NÃO TER COMPANHIA
NEM FALAR COM NINGUÉM,

FICOU TODA CONTENTE,
POIS MAL A BOCA ABRIA
TUDO LHE RESPONDIA:

NHEM-NHEM-NHEM-NHEM- NHEM- NHEM...

CECÍLIA MEIRELES
.








CANÇÃO DA FLOR DA PIMENTA (r,s pós silaba)

A FLOR DA PIMENTA É UMA PEQUENA ESTRELA,
FINA E BRANCA,
A FLOR DA PIMENTA.
FRUTINHAS DE FOGO VÊM DEPOIS DA FESTA
DAS ESTRELAS.
FRUTINHAS DE FOGO.

UNS CORAÇÕEZINHOS ROXOS, ÁUREOS, RUBROS,
MUITO ARDENTES.
UNS CORAÇÕEZINHOS.

E AS PEQUENAS FLORES TÃO SEM FIRMAMENTO
JAZEM LONGE.
AS PEQUENAS FLORES...

MUDARAM-SE EM FARPAS, SEMENTES DE FOGO
TÃO PUNGENTES!
MUDARAM-SE EM FARPAS.

NOVAS SE ABRIRÃO,
LEVES,
BRANCAS,
PURAS,
DESTE FOGO
MUITAS ESTRELINHAS...

CECÍLIA MEIRELES
.
MODA DA MENINA TROMBUDA (m/n)
'
É A MODA
DA MENINA MUDA
DA MENINA TROMBUDA
QUE MUDA DE MODOS
E DÁ MEDO.

( A MENINA MIMADA!)

É A MODA
DA MENINA MUDA
QUE MUDA
DE MODOS
E JÁ NÃO É TROMBUDA.

( A MENINA AMADA!)

CECÍLIA MEIRELES


A LUA É DO RAUL (l final)

RAIO DE LUA.
LUAR.
LUAR DO AR
AZUL.

RODA DA LUA.
ARO DA RODA
NA TUA
RUA,
RAUL!

RODA O LUAR
NA RUA
TODA
AZUL.

RODA O ARO DA LUA.

RAUL.
A LUA É TUA,
A LUA DE TUA RUA!

A LUA DO ARO AZUL!

CECÍLIA MEIRELES

LUA DEPOIS DA CHUVA (lh/ch)

OLHA A CHUVA:
MOLHA A LUVA.

CADA GOTA DE ÁGUA
COMO UM BAGO DE UVA.

A CHUVA LAVA A RUA.
A VIÚVA LEVA
O GUARDA-CHUVA
E A LUVA.

OLHA A CHUVA:
MOLHA A LUVA
E O GUARDA-CHUVA
DA VIÚVA.

VAI A CHUVA
E CHEGA A LUA:
LUA DE CHUVA.

CECÍLIA MEIRELES





UMA PALMADA BEM DADA (diversas)

É A MENINA MANHOSA
QUE NÃO GOSTA DA ROSA,

QUE NÃO QUER A BORBOLETA
PORQUE É AMARELA E PRETA,

QUE NÃO QUER MAÇÃ NEM PÊRA
PORQUE TEM GOSTO DE CERA,

QUE NÃO TOMA LEITE
PORQUE LHE PARECE AZEITE,

QUE MINGAU NÃO TOMA
PORQUE É MESMO GOMA,

QUE NÃO ALMOÇA NEM JANTA
PORQUE CANSA A GARGANTA,

QUE TEM MEDO DE GATO
E TAMBÉM DE RATO,

E TAMBÉM DO CÃO
E TAMBÉM DO LADRÃO,

QUE NÃO CALÇA MEIA
PORQUE DENTRO TEM AREIA,
QUE NÃO TOMA BANHO FRIO
PORQUE SENTE ARREPIO

QUE NÃO QUER BANHO QUENTE
PORQUE CALOR SENTE,

QUE A UNHA NÃO CORTA
PORQUE SEMPRE FICA TORTA,

QUE NÃO ESCOVA OS DENTES
PORQUE FICAM DORMENTES,

QUE NÃO QUER DORMIR CEDO
PORQUE SENTE IMENSO MEDO;

QUE TAMBÉM TARDE NÃO DORME
PORQUE SENTE UM MEDO ENORME,

QUE NÃO QUER FESTA NEM BEIJO,
NEM DOCE NEM QUEIJO...

Ó MENINA LEVADA,
QUER UMA PALMADA?

UMA PALMADA BEM DADA
PARA QUEM NÃO QUER NADA!

CECÍLIA MEIRELES

AS DUAS VELHINHAS (lh, m)

DUAS VELHINHAS MUITO BONITAS,
MARIANA E MARINA,
ESTÃO SENTADAS NA VARANDA:
MARINA E MARIANA.

ELAS USAM BATAS DE FITAS,
MARIANA E MARINA,
E PENTEADOS DE TRANÇAS:
MARINA E MARIANA.

TOMAM CHOCOLATE AS VELHINHAS
MARIANA E MARINA,
EM XÍCARAS DE PORCELANA:
MARINA E MARIANA.

UMA DIZ: “ COMO A TARDE É LINDA,
NÃO É, MARINA?”

A OUTRA DIZ: “COMO AS ONDAS DANÇAM,
NÃO É MARIANA?”

“ONTEM EU ERA PEQUENINA”,
DIZ MARINA.
“ONTEM, NÓS ÉRAMOS CRIANÇAS”,
DIZ MARIANA.

E LEVAM Á BOCA AS XICRINHAS
MARIANA E MARINA,
AS XICRINHAS DE PORCELANA:
MARINA E MARIANA.

TOMAM CHOCOLATE AS VELHINHAS,
MARIANA E MARINA.
E FALAM DE SUAS LEMBRANÇAS,
MARIANA E MARIANA.

CECÍLIA MEIRELES
















OS PESCADORES E SUAS FILHAS
(an, am)

OS PESCADORES DORMIAM
CANSADOS, AO SOL, NOS BARCOS.

AS FILHINHAS DOS PESCADORES
BRINCAVAM NA PRAÇA, DE MÃOS DADAS.

AS FILHINHAS DOS PESCADORES
CANTAVAM CANTIGAS DE SOL E DE ÁGUA.

OS PESCADORES SONHAVAM
COM SEUS BARCOS CARREGADOS.

OS PESCADORES DORMIAM
CANSADOS DE SEU TRABALHO.

AS FILHINHAS DOS PESCADORES
FALAVAM DE BEIJOS E ABRAÇOS.

EM SONHO, OS PESCADORES SORRIAM.
AS MENINAS CANTAVAL TÃO ALTO,

QUE ATÉ NO SONHO DOS PESCADORES
BOIAVAM AS SUAS PALAVRAS.

CECÍLIA MEIRELES

LEILÃO DE JARDIM (pr/gr)

QUEM ME COMPRA UM JARDIM COM FLORES?
BORBOLETAS DE MUITAS CORES,
LAVADEIRAS E PASSARINHOS,
OVOS VERDES E AZUIS NOS NINHOS?

QUEM ME COMPRA ESTE CARACOL?
QUEM ME COMPRA UM RAIO DE SOL?
UM LAGARTO ENTRE O MURO E A HERA,
UMA ESTÁTUA DA PRIMAVERA?

QUEM ME COMPRA ESTE FORMIGUEIRO?
E ESTE SAPO, QUE É JARDINEIRO?
E A CIGARRA E A SUA CANÇÃO?
E O GRILINHO DENTRO DO CHÃO?
(ESTE É MEU LEILÃO!)

CECÍLIA MEIRELES








CANÇÃO DA INDIAZINHA (m/n)
.
NA, NA,
MAS PORQUE CHORA ESSA MENINA?
PELA FLOR DO MARACUJÁ.

MAS, SE EU LHE DER UMA CONCHINHA,
A MENINA SE CALARÁ?
AÁNA, AÁNI NA NA.

NA, NA,
SE EU LHE DER A ASA DA ANDORINHA,
A CANTIGA DO SABIÁ?
AÁNI, AÁNI, NA NA

NA, NA,
NADA DISSE: QUE ESTA MENINA
QUER A FLOR DO MARACUJÁ.

NA, NA.
E ELA A QUER APANHAR SOZINHA !
E CHORA QUE CHORA A MENINA

PELA FLOR DO MARACUJÁ.
NA NA.

CECÍLIA MEIRELES


RÔMULO REMA (r forte e RR)

RÔMULO REMA NO RIO.

A ROMÃ DORME NO RAMO,
A ROMÃ RUBRA. (E O CÉU.)

O REMO ABRE O RIO.
O RIO MURMURA.

A ROMÂ RUBRA DORME
CHEIA DE RUBIS. ( E O CÉU.)

RÔMULO REMA NO RIO.

ABRE-SE A ROMÃ.
ABRE-SE A MANHÃ.

ROLAM RUBIS RUBROS DO CÉU.

NO RIO.
RÔMULO REMA

CECÍLIA MEIRELES


Os Três Reis Magos





Os Três Reis Magos, ou simplesmente Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. São figuras constantes em relatos do natividade e nas comemorações do Natal.

O Dia de Reis é comemorado no dia 6 de janeiro pois foi o dia em que o menino Jesus recebeu a visita dos Três Reis Magos, que lhe trouxeram muitos presentes.

A data celebra a vinda de Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta dia as pessoas retiram todos os enfeites natalinos das casas e desmontam seus presépios e árvores de Natal.

Em alguns países como Espanha e Portugal, as crianças deixam sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar a viagem. Em troca, os Reis Magos deixam doces que as crianças encontram no lugar do capim quando acordam. A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra.




Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal. Em diversos países, a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.


4 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Valdemira disse...

Maravilg
hoso esse seu blog,parabéns!Continue com esse trabalho belíssimo! beijos

dirbuchmann@gmail.com disse...

parabéns!
muito lindo
tudo que vi
agradeço.

Anônimo disse...

adorei muita coisa legal, parabéns! haaa so mais uma coisa vc escreveu (estoria) assim pra chamar atençao, ou foi por falta de atençao H-I-S-T-Ó-R-I-A BJOS FICA A DICA